Clemente Rovere.
Da Praça 15 para o mundo.
14 a 17/11/1940
Raid Rio de Janeiro – Porto Alegre
Voltaremos no tempo até início do ano de 1940. Os nomes mais evidentes eram: Clemente Rovere de Florianópolis, Iberê Correa de Lages, Raulino Miranda, Francisco Said, Raul Lepper, todos de Joinville e Ernesto Ranzolin de Antônio Prado-RS (morou por mais de 40 anos em Lages-SC e representou-a, nesta e em várias provas).
O primeiro encontro coletivo deles com os pilotos gaúchos de carreteras que dominavam esta categoria no automobilismo do Brasil aconteceu por ocasião do raid Rio de Janeiro a Porto Alegre, capital gaúcha que comemorava o bi-centenário.
Os concorrentes foram rodando de seus Estados (R.G.S. – SC – PR – SP) para o Rio de Janeiro, exceção feita aos argentinos e uruguaios que partiram de seus países.
Esta decisão foi muito importante, pois o trajeto a partir de Curitiba e pela região montanhosa do Paraná-São Paulo-Rio de Janeiro, sinônimo de muita curva, peral, barranco e poeira e com chuva muita lama o que aumentava muito o perigo do trajeto. (caminhoneiros de Passo Fundo-R.G.S. levavam 4 dias viajando para atingirem São Paulo capital).
O grande dia chegou era 14 de novembro de 1940 da frente do Automóvel Club do Brasil que promovia e controlaria a grande prova junto com a secção do Rio Grande do Sul e ainda o Touring Club do Brasil foi dada a largada para as quatro etapas pelo gaúcho Oscar Bins, seguido a cada minuto pelos pilotos: Antônio Perez, Iberê Correa, Norberto Jung, Hector Suppici Sedes, Júlio Vieira, Fernando Alves, Clemente Rovere, Chico Landi, Salvador Pereira, Quirino Landi, Milton Brandão, Hernesto Ranzolin, José Lugeri, Ary Cortese Santos, Luiz Tavares Moraes, Adalberto Moraes, Raulino Miranda, Carlos Frias, Catharino Andreatta, Eitel Cantoni e Belmiro Terra.
O trajeto a seco já era um horror, com a chuva que caiu constantemente tornou-se um pesadelo. O grande Norberto Jung foi a primeira importante baixa ao bater em um barranco ainda na primeira etapa. Outro candidato a vitória, Catharino Andreatta abandonou em Blumenau quando ele liderava a terceira etapa.
Rovere surpreendente liderava perseguido por Suppici – o ás uruguaio que parou por quebra em Sapucaia do Sul já próximo a capital gaúcha.
Porto Alegre recebeu calorosamente os pilotos heróicos que conseguiram terminar a prova de obstáculos que foi o raid.
Grid chegada:
1˚ lugar: Clemente Rovere (Ford V-8) – 27h57m
2˚ lugar: Ernesto Ranzolin (Ford V-8)
3˚ lugar: Adalberto Moraes (Chevrolet)
4˚ lugar: Oscar Bins
5˚ lugar: Antônio Perez
6˚ lugar: Iberê Correa
* Clemente Rovere: nesta corrida classificou-se em 6° lugar na primeira etapa, em 5° na segunda etapa e em 1° na série principal. Foi o campeão desta prova - a mais concorrida da América do Sul em sua época.
A rota do Raid
Um flagrante de um bólido na etapa catarinense nas ruas de Itajaí.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
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Caro Sr, este texto é de minha amiga Graziela Rocha e estava postado junto com o cartaz do Touring em nosso blog. Por favor dê os devidos créditos.
ResponderExcluirRui